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Sem acordo, metroviários decidiram manter movimento por tempo indeterminado

Ailton do Vale/Itatiaia
Foto: Ailton do Vale/Itatiaia
As 19 estações do metrô de Belo Horizonte estão fechadas no começo da manhã desta quinta-feira (24)

A greve dos funcionários do metrô de Belo Horizonte entra no quarto dia nesta quinta-feira (24) sem circulação de trens nos horários de pico, a exemplo do que ocorreu nos primeiros três dias do movimento, iniciado na última segunda-feira (21). Os metroviários decidiram manter a greve por tem indeterminado após assembleia realizada na noite dessa quarta-feira (23).

Com a decisão, o metrô de Belo Horizonte a circulação continua em escala reduzida – apenas das 10h às 17h – descumprindo a liminar do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), que determinou que os trens circulassem nos horários de pico: entre 5h30 e 10h e das 16h30 às 20h.

A categoria optou por não obedecer a ordem judicial que prevê pena de multa diária de R$ 30 mil em caso de descumprimento. O Sindimetro-MG entende que está cumprindo a liminar. Como tentativa de obrigar os metroviários a cumprirem a escala nos horários de pico, a CBTU acionou TRT para aumentar a multa, mas o pedido ainda não foi analisado.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Empregados em Transportes Metroviários e Conexos de Minas Gerais (Sindimetro-MG), Romeu José Machado, a greve será mantida até que o Governo Federal responda os questionamentos do sindicato. A categoria alega que não foi procurada por nenhum representante da CBTU para dialogar sobre as reivindicações dos trabalhadores.

Os metroviários cruzaram os braços, na segunda-feira (20), criticando impossibilidade de transferência dos profissionais para outras unidades da CBTU em caso de privatização do metrô. Os trabalhadores alegam não serem ouvidos nas discussões e temem demissões. Não é a primeira vez que eles paralisam as atividades por esse motivo. Com a paralisação, muitos passageiros foram pegos de surpresa e filas enormes se formaram nos pontos de ônibus

 Leilão do Metrô de BH 

O leilão da CBTU, Regional Minas Gerais, está previsto para ocorrer ainda no primeiro semestre deste ano. Conforme o governo federal, as obras de melhorias da linha 1 e de ampliação da linha 2 do metrô de Belo Horizonte só devem ficar prontas seis anos após a concessão. A estimativa é feita pelo Estudo de Custos – Benefícios, conduzido pelo Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES).

A empresa vencedora ganhará a concessão e vai conduzir as obras no metrô. As melhorias devem custar pelo menos R$ 3,7 bilhões, segundo estudos iniciais do BNDES. A maior parte, R$ 2,8 bilhões, virá do governo federal, que sancionou a liberação dos recursos durante visita à BH no ano passado.

Por Redação

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